TECHNOpop

06/09/2007 08:34

nas bancas...

pessoal, vou dividir com vocês as novidades quentinhas das bancas de revistas:



Para não dizer que o blog é LGBTSKWXYZ


Jogos e trapaças... Não posso deixar de ler.

Mas o melhor é a revista + eu!!!



Olhem as novidades da versão online:




Agora um relato tirado da revista:

Ele me deu injeção e eu me apaixonei
Me apaixonei pelo farmacêutico. Telefonava fingindo ser mulher e comprava remédio só para vê-lo. E ele nem desconfiava!



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O DONO DA HISTÓRIA: José Alberto dos Santos, 45 anos, recepcionista de hotel, Campinas, SP
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Eu tinha 17 anos quando entrei na farmácia para tomar vacina contra hepatite B. Fiquei anestesiado quando vi o farmacêutico. Ah, o Cícero era um moreno charmoso, tinha de 21 anos. Fiquei completamente apaixonado! Ele tinha as mãos fortes, aplicou a injeção muito bem! Quando saí da farmácia não sabia o que fazer. Como me declarar? Ele não parecia ser gay.

Resolvi inventar a Camila. Eu ligava para a farmácia e fazia uma voz fina. Não era difícil porque a minha voz sempre foi delicada. Eu ficava horas de papo com o Cícero. Ele foi se interessando cada vez mais. Meu farmacêutico querido dizia que eu era simpática, que adorava a minha voz! Por um lado eu ficava feliz porque ele gostava do meu jeito, por outro, sabia que ele estava se apaixonando por uma imagem de mulher e não a minha.

ELE ME ATENDIA MUITO BEM NA FARMÁCIA
"E como você é?" ele me perguntava. Eu me descrevia morena, de estatura média, cabelos e olhos castanhos, enfim, uma menina normal. Ele insistia pra gente se conhecer e eu inventava que não podia sair de casa sozinha e que a minha família era conservadora! Dava para perceber na voz dele a ansiedade para me ver. Já eu, o via sempre que tinha vontade. Durante os cinco meses que conversamos por telefone, vez ou outra eu passava na farmácia como quem não queria nada.
Pedia informação sobre sabonetes e ele me atendia muito bem. Eu fazia uma voz mais grossa pra ele não desconfiar. Meu coração pulava!! E o Cícero, bem na minha frente, nem desconfiava! Perdi a noção de quantas aspirinas comprei sem ter sequer uma dorzinha de cabeça. Tudo para ver o meu amor.

CÍCERO CASOU, TEVE FILHOS. EU NUNCA ESQUECI O QUE SENTI POR ELE
No quinto mês de telefonemas o Cícero começou a me pressionar muito pra gente se conhecer. Não tive coragem de contar a verdade e me declarar. Até porque estava claro que ele era heterossexual e que eu não tinha chance. Parei de ligar. Quando a saudade apertava eu ia à farmácia, mas com o tempo consegui me controlar. Nunca mais o vi.
Há nove anos, durante uma conversa com uma amiga, descobri que ela também era amiga dele. O engraçado é que só de falar no Cícero meu coração bateu mais forte. Soube que ele estava casado e com filhos. Fiz bem em não me declarar. Eu levaria um baita fora! Mas até hoje nunca senti por ninguém o que senti por ele. A injeção do Cícero foi inesquecível!

Duvida? http://semanais.abril.com.br/soumaiseu/edicoes/000/soumaiseumateria_249079.shtml

Mais uma:

Meu grande amor me tirou da prostituição
Trabalhei na noite por quatro anos. Até me apaixonar por um dos clientes. Hoje ele é meu marido e pai dos meus filhos
A DONA DA HISTÓRIA: Sandra de Oliveira, 29 anos, dona de casa, Bastos, SP
Bebi uma dose de energético e tomei coragem. O primeiro cliente até era bonito, cerca de 30 anos, falante... Entrei na boléia do caminhão e transei com ele. Saí com R$ 15 na mão e a alma esvaziada. No chuveiro do posto de gasolina tomei três banhos seguidos e o cheiro do homem não saía do meu corpo. É pelo Lucas, é pelo Lucas, eu repetia o nome do meu filho para me sentir melhor.

Não tive opção. Quando os primos com quem eu morava se mudaram da cidade, fui parar na casa de uma amiga que trabalhava na noite. Eu vivia de favor, o Lucas tinha 2 anos. Lembro-me do dia em que ele quebrou o pezinho. Fiquei três dias com a receita na mão sem poder comprar os remédios. No hospital público tinha fila pra fazer a cirurgia que ele precisava. De dia eu tinha que cuidar dele e não dava para trabalhar. Como ia ganhar dinheiro? Com 18 anos passei a freqüentar o posto de gasolina com a Leonice. Não dava mais pra fazer ela sustentar eu e o meu filho. Afinal, ela também tinha duas meninas para bancar.

O posto ficava em Imperatriz, uma cidade do Maranhão. Eu vim da roça para a cidade grande porque a minha mãe adotiva me expulsou de casa quando soube que eu estava grávida e o pai não ia assumir.

No início foi difícil. Eu não sabia me aproximar dos homens porque não bebia álcool nem fumava. Chegava deprimida em casa. Depois me acostumei e até fiz amizades. Graças a Deus, nunca fui agredida. Só teve uma vez que o cara não quis pagar. Me senti um lixo.

>> OS VIZINHOS OLHAVAM TORTO PARA MIM

Logo, logo o povo ficou sabendo o que eu fazia. A filhinha da Leonice ouviu na escola que eu e a mãe éramos 'raparigas'. A vizinhança olhava torto pra gente. Mas o importante é que o Lucas tinha tudo do bom e do melhor. Estudava em escolinha particular, comia e se vestia bem. Eu já não achava o pior dos mundos trabalhar na noite. Só me sentia vazia porque os clientes passavam e não tinha ninguém que me quisesse só para dar um abraço. Eu queria ser amada como qualquer mulher.

Foi no posto que conheci o homem que mudou a minha vida. Eu já tinha 21 anos, ele, 24. O Luciano era cabeludo, esquisito e caladão e na primeira vez que apareceu no posto ficou com a Selminha. Quando ela saiu da boléia, eu, que queria uns trocados, fui lá conversar com ele. "Não gosto de mulher de cabelo curto, menina." "Mas eu só vim conversar com você", eu disse. Deitei e comecei a provocá-lo. Ele mudou de idéia.

Quando saímos da boléia, já de madrugada, a Selminha estava fula da vida. Disse que eu tinha roubado o cliente dela. Perguntou quanto ele tinha me pagado, eu disse R$ 25. Aí ela ficou uma arara! O Luciano tinha dado R$ 15 pra ela. Quando ele viu a confusão, pegou dinheiro e colocou na mão da Selminha. Achei que ia apanhar naquele dia!

>> ME APAIXONEI E QUIS SAIR DA "VIDA"

Depois disso, toda sexta-feira ele aparecia no posto. Começou a sair só comigo. Luciano não era abusado no sexo. Antes de ir fazendo, perguntava se eu aceitava. Eu não gostava que pegassem demais nos meus seios, por exemplo. Ele respeitava. Depois que a gente transava, não era como os outros. Ele me abraçava e a gente dormia junto.

Me apaixonei. Sentia nojo de transar com outros caras, era como se eu o estivesse traindo. Com um mês que o conhecia, ele me deixou em casa de caminhão. Entrou e conheceu o Lucas. Eu nunca tinha levado nenhum homem à minha casa.

>> LUCIANO ENFRENTOU PRECONCEITO DA FAMÍLIA

Dois meses depois daquele dia ele comentou que queria alguém pra cuidar dele. Aproveitei e falei que queria sair da 'vida'. Pra minha surpresa, ele alugou uma casa pra mim e começou a pagar as minhas contas. O irmão dele, que tinha ido uma vez com ele ao posto, ficou horrorizado. Quando o pai dele soube que eu tinha sido prostituta disse na cara dele que se ele continuasse comigo era pra esquecer que tinha pai. A mãe dele disse que rezava pra ele me largar e conhecer uma mulher 'direita'.

Eu tive medo de ele desistir de mim, mas o Luciano não deu ouvidos a ninguém. No mesmo ano em que nos conhecemos engravidei da Carol. Quando ela nasceu, meus sogros mudaram de idéia e a convivência ficou pacífica. Depois da Carol tivemos o Luiz Fernando e a Beatriz. A maior prova de amor que o Luciano me deu foi quando pediu para registrar o meu primeiro filho, Lucas, como dele. Estamos juntos há seis anos e só muito amor para superar tanto preconceito. Na boléia de um homem só eu me sinto a mulher mais realizada do mundo.


ASSUMI E NÃO TENHO VERGONHA

"A Sandra não era o tipo de mulher que eu gostava. Tinha cabelo curto e falava pelos cotovelos. No início ela era só uma companhia, mas acabei me apaixonando e quis assumi-la como minha mulher. Achei que meus pais nunca mais fossem falar comigo. Mesmo assim não desisti. Eu amo a Sandra e qual o problema se ela foi prostituta? Isso não a torna melhor nem pior do que ninguém. Ela é uma ótima mãe e companheira. Meus amigos a respeitam muito e nem comentam sobre o passado dela porque eu não dou abertura. Nessa vida a gente tem que ter coragem até pra ser feliz, é mole?"
Luciano de Oliveira, 32 anos, caminhoneiro, Bastos, SP


enviada por GG






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